quarta-feira, 29 de outubro de 2014

massa de feijão verde com gengibre e óleo de gergelim [harussame, o miojo de gente grande, e de quem não pode comer glúten!]


miojo de gente grande, o harussame também salva quem não pode consumir glúten!


Adoro canja de galinha; não tenho a menor dúvida que prepararia essa sopa toda vez que tivesse caldo de frango em casa, mas o Ebraim acha que colocar arroz no caldo é coisa do diabo, então acabo usando o caldo com massas recheadas, com panquecas enroladas e cortadas em tirinhas (como os mexicanos fazem com tortillas), como base para outras sopas ou para cozinhar grãos. Não entendo como alguém pode desprezar algo com tanto sabor! E para quem diz que não usa porque é muito gorduroso, compre o peito com osso e sem pele, depois cozinhe-o em uma panela grande, com água e os mesmos temperos que você colocaria em um caldo de legumes (cebola, alho, cenoura, salsão e ervas frescas, por exemplo). Depois de pronto, retire o frango e coe o caldo para um pote de vidro; a pouca gordura que ali existe se solidifica e fica sobre o caldo, então, se fizer questão, é só retirá-la - mas ressalto que isso não é necessário; a lâmina que se forma voltará a ficar fluida quando o caldo for aquecido, e trará muito sabor!

E quando não faço sopa, não tenho massa recheada, não preciso cozinhar grãos ou (e principalmente!), quando estou sem tempo, sem vontade de cozinhar e sem paciência de lavar louça, faço um miojo de gente grande; ridiculamente fácil e absurdamente reconfortante. 

A massa de feijão verde cozinha muito rápido, então apenas coloco-a no prato onde será servida e a cubro com o caldo bem quente. Para temperar, gotas de gengibre espremido e óleo de gergelim torrado. Apenas isso, simples e perfeito, não coloco mais nada. Quem quiser um algo a mais, esse miojo vai bem com um toque de shoyu, com gergelim torrado e moído (tem um moedor baratinho na Liberdade!), com lascas de bonito desidratado (procure por hana katsuo, um tipo de katsuobushi) ou com um tempero japonês apimentado da S&B, usado para dar sabor a caldos e sopas (nanami togarashi (shichimi), feito com chili, raspinhas de laranja, gergelim, pimenta japonesa, gengibre e alga)

Óleo de gergelim torrado é um ingrediente maravilhoso, vale a pena investir um pouco mais e comprar um japonês, que nada tem a ver com esses vendidos em potinhos de plástico. NADA A VER! E ainda faz uma pipoca...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Calda de chocolate e cerveja Stout com toque de açaí - e minha pouca prática com chocolate ao leite!



Desta vez, pensei eu, vou agradar minha amiga que odeia chocolate amargo; comprei chocolate ao leite e testei mais uma daquelas combinações com cerveja. Imaginei o açúcar do chocolate, o amargor caramelado da Stout; ah, seria perfeito! Mas não foi, pelo menos, não no início... 

Não me dei conta de que o chocolate ao leite tem uma porcentagem de gordura muito maior do que os 70%, 80% que costumo usar, e a bendita trufa não se firmou, nem no freezer. Por fim, a trufa mole se mostrou uma incrível calda para sorvete, e estava densa o suficiente para ser comida de colherzinha! Vivendo e aprendendo, mas se os ingredientes usados forem bons, as chances de se encontrar um aproveitamento para o erro aumentam muito...

Não tirei foto da calda de sorvete; estas lindas bolinhas que vocês estão vendo foram feitas na semana seguinte, com chocolate 70%, o de sempre, que sempre fica bom de enrolar!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Bolo de fubá com farinha de arroz castanho (sem leite e sem farinha de trigo - ainda testando novas farinhas...)

 

Aquele tipo de bolo perigoso, leve e perfumado, perfeito para ser beliscado enquanto se beberica algo quente ao lado da lareira, e um charme como sobremesa, acompanhado de goiabada cremosa...

Graças à farinha de arroz castanho, o bolo focou moreninho e com um ar mais sério, mas sem nenhum sabor estranho por não ter sido feito com farinha de trigo. Na verdade, até quem diz não gostar de bolo de fubá comeu -e repetiu! Gosto de assar meus bolos, principalmente os que levam farinha integral, a uma temperatura baixa, por mais tempo; sinto que ficam bem assados e com um sabor muito mais complexo!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pão de milho, Pão de abóbora e Pão de batata [incríveis testes de pão sem farinha de trigo]

Assim como, tempos atrás, cismei em fazer um pão 100% integral, agora coloquei na cabeça que precisava preparar um pão de forma sem farinha de trigo, usando farinha de milho, farinha de arroz e polvilho.

Deixei as receitas com mais ingredientes (e farinhas difíceis de serem encontradas) para as futuras tentativas; queria, apenas, um pão que ficasse gostoso, e que qualquer um pudesse repetir! A boa notícia é que todos os pães ficaram bons - e, depois de aquecidos, ficaram excepcionais!

 pão de milho com sementes de papoula

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Barrinhas de batata doce, chia, castanha e especiarias


Alguém por aqui não suporta batata doce em pratos salgados - deus sabe que já tentei muitos! - mas é só colocar açúcar na bicha que o Sol se abre... Pesei a batata crua, a batata cozida e ela com o açúcar, caso alguém já tenha o doce pronto e resolva aproveitar.

As barrinhas ficaram mais durinhas do que as de brownie, e a textura da chia junto com o doce me fez pensar em figo seco. É aquele tipo de docinho para ir comendo devagar, mastigando pequenos bocadinhos. Para as próximas, quero acrescentar texturas diferentes!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Waffles de milho e queijo de coalho [com gosto de salgadinho]


Esse ano eu posso dizer que realmente aproveitei a época do milho fresco.

Além das inúmeras espigas assadas na boca do fogão, no forno ou cozidas, dos refogados malucos e das saladas mexicanas, fiz pãezinhos com queijo branco, me arrisquei com lindas tortillas, descobri a delicadeza da polenta feita com milho fresco, assei um maravilhoso pão com farinha de centeio, cortei as espigas em fatias para um repeteco desta sopa de ares mexicanos, refiz a pamonha de forno, formei uma torre com os delicados crepes, fiz facílimas panquequinhas com erva doce e mel, mini picolés de milho com coco, um pão ridículo de fácil (e sem farinha de trigo) e ainda surgiram esses lindos waffles, dourados por fora, úmidos por dentro e com um inacreditável sabor de salgadinho!!!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Pão integral multigrãos [com tahine]

 

Há muito tempo pensava em substituir a gordura da massa do pão por tahine. Na verdade, desde a história dos cookies e das trufas, encafifei com uma focaccia de tahine. Será que funciona???

O pão ficou ótimo, e apesar do ingrediente especial passar despercebido na boca, um perfume incrível tomou a cozinha quando aqueci suas fatias em uma frigideira quente...


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